Conheça a carreira de Papiloscopista
e de Auxiliar de Papiloscopista
O
candidato que deseja concorrer a uma das 216 vagas de
papiloscopista e auxiliar de papiloscopista policial –
anunciadas pelo Governo do Estado de São Paulo, cujo edital tem
previsão de ser lançado em breve – devem se preparar muito e
pensar bem, antes de tomar a decisão de ingressar na carreira. A
função é bastante concorrida e conta com peculiaridades que
podem pesar na escolha e desenvolvimento do trabalho, tais como
o manuseio de cadáveres; análise de fragmentos encontrados em
locais de crimes; além de perícia e coletas desses materiais –
desenhos papilares de palmas das mãos, pontas dos dedos, plantas
dos pés – que auxiliem nas investigações. Uma função importante
que exige responsabilidade, pois é peça fundamental para
conclusões de inquéritos, identificação de autores de crimes e
expedições de mandados de prisão.
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“É fundamental na identificação, seja na área civil
ou criminal” destaca o presidente da Associação dos
Papiloscopistas Policiais de São Paulo, Alaor Bento da
Silva. “O profissional se especializa na coleta, análise e
confronto dos materiais obtidos, sempre com o objetivo de
auxiliar nas investigações policiais”. |
O
presidente lembra que o papiloscopista pode atuar tanto nos
locais dos crimes – efetuados contra pessoas ou patrimônios –
como no Instituto Médico Legal (IML) ou Departamento de
Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), onde recebe o material
coletado e elabora relatórios e laudos.
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O papiloscopista também é o profissional responsável
por confrontar impressões de recém-nascidos, com o objetivo
de identificar suposta troca ou sequestro na maternidade;
operar equipamentos eletrônicos ou informatizados que
auxiliem nesses trabalhos, tais como elementos e reagentes
químicos, arquivamento e utilização de imagens, entre
outros; armazenar informações que compõem os bancos de dados
das delegacias e institutos médicos legais do Estado; dentre
outras atribuições. |
Requisitos
Ainda
segundo Silva, é recomendado que o profissional tenha algumas
características próprias que vão auxiliar nos trabalhos. Entre
eles, mãos perfeitas, firmes, que saibam manusear os
instrumentos de forma precisa; uma boa visão, para captar
pequenos detalhes nos fragmentos coletados; muita preparação
psicológica, para lidar com situações tensas e insalubres;
bastante paciência, pois a pressa pode prejudicar detalhes;
muito treinamento; além do conhecido “jogo de cintura”.
É necessária formação de ensino médio para concorrer a este
cargo, mas, segundo Silva, existe a possibilidade de que o
próximo edital exija a formação de ensino superior, de acordo
com o estabelecido pelo artigo 159 da lei federal número 11.690
de 9 de junho de 2008.dança,
aliás, que
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Os aprovados serão encaminhados ao curso de formação
técnico-profissional – com duração prevista de três e meio a
quatro meses – realizado pela Academia de Polícia Civil do
Estado de São Paulo. No fim, serão contratados pelo período
de estágio probatório, por três anos. Todas as etapas são
eliminatórias. |
Auxiliar de Papiloscopista
Juntamente
com os papiloscopistas policiais, também atuam os auxiliares de
papiloscopistas, que são os responsáveis por cuidar de toda a
parte burocrática e administrativa dos processos de
identificação civil e criminal. É o auxiliar quem prepara os
materiais específicos para a coleta de impressões; toma as
digitais das pessoas identificadas para fins civis e criminais,
bem como de cadáveres desconhecidos; se necessário, também toma
impressões palmares e plantares; relaciona e controla os
documentos; entre outras, que auxiliam o andamento do trabalho
do papiloscopista.
É
importante o candidato saber que as carreiras de papiloscopista
e auxiliar de papiloscopista são independentes, embora possuam a
mesma metodologia de promoção. Ou seja, não há possibilidade de
ingressar como auxiliar e passar à papiloscopista, ou
vice-versa. “Os aprovados começam no estágio probatório, com
duração de três anos. No fim, adquirem estabilidade, onde passam
a atuar como profissionais de 3ª classe, com permanência
aproximada de 15 anos. Só então é promovido à segunda classe. Os
critérios utilizados, normalmente, são antiguidade ou
merecimento”, esclarece Silva.
Os
salários inicialmente previstos são de R$ 2.246,00 para os
papiloscopistas e de R$ 1.830,00 para os auxiliares, não
contabilizando os adicionais previstos por lei.
A
papiloscopista Tatiana dos Santos Ferreira atua na área há 13
anos e atualmente está no setor monodatilar do Serviço de
Perícia Datiloscópica da Polícia Civil de São Paulo. “Não
pretendo deixar esta carreira nunca”, reforça a profissional,
que considera o seu papel como fundamental. “Vejo que meu
serviço é muito importante para a sociedade, pois soluciona
parte dos crimes cometidos e traz um pouco de alívio para
famílias que, infelizmente, perderam um ente querido”. Um dos
trabalhos dos papiloscopistas é o de identificar cadáveres que
estejam carbonizados, mumificados, mutilados, ou outras
situações em que estejam irreconhecíveis.
Além de
atuar, ela também dá aulas e explica que optou pela função por
acaso. “Quando prestei (o concurso), não sabia o que era a
papiloscopia. Tentei outros concursos, como oficial de justiça,
mas não passei. Também cheguei a trabalhar temporariamente como
agente do IBGE”. Foi quando Tatiana soube da abertura de
oportunidades para papiloscopista e procurou um amigo seu, que éspecialização,
participei de cursos, seminários e congressos”, lembra. Na
época, Tatiana fazia cursinho de vestibular e aproveitou para
dar ênfase naquelas matérias que coincidiam com o concurso.
escrivão de polícia, para saber mais. “Eu adorei. Tanto que
busquei uma
especialização, participei de cursos, seminários e congressos”,
lembra. Na época, Tatiana fazia cursinho de vestibular e
aproveitou para dar ênfase naquelas matérias que coincidiam com
o concurso
Não foi
fácil. Já naquela ocasião, a função era bastante concorrida.
“Eram 84 candidatos por vaga. Só consegui uma boa colocação
porque, realmente, estava bem preparada”. Quando a aprovação
aconteceu, a sensação foi de merecimento.
Mas a
profissional reforça que o candidato deve conhecer bem a
profissão, evitando não encontrar o que imaginava. “Muitos
prestam o concurso achando que vão atuar como investigadores”,
alerta. “Tem que gostar de trabalhar com impressão digital e ter
compromisso com o trabalho. Um curso preparatório específico
também é o ideal”.
Nos dez
primeiros anos de profissão, nossa entrevistada ficou no setor
decadatilar, responsável por fazer a verificação dos dados das
pessoas. Analisava as impressões digitais dos dez dedos para, no
fim, confirmar as identidades. Somente há poucos meses é que
atua analisando os fragmentos. “É um trabalho minucioso, que
exige bastante atenção e dedicação. Eu gosto muito”.
A
perspectiva agora é de mudanças. Os papiloscopistas, atualmente,
buscam maior valorização da profissão e mais investimentos, que
se encontram escassos.
Síntese da matéria veiculada: www.jcconcursos.com.br

